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História do material de desenho

Já se perguntou como as pessoas desenhavam antigamente? Não existia lápis, régua e muito menos borracha. Caso houvesse rasura, ele tinha que ser refeito, ou dependendo do efeito, poderia até ser aproveitado.

Tudo sempre começa na pré-história, os homens da caverna desenhavam com o dedo e aproveitavam o sangue dos animais que restavam da caça. Normalmente contando a história do dia a dia.

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Então descobriram uma forma mais firme para manter o desenho: esculpir. Conforme os anos, novas tribos foram surgindo perante as grandes descobertas: Egípcios, Mesopotâmicos e Chineses desenvolveram cada qual um jeito diferente de desenhar, caracterizando cada qual seu povo e representando seus Deuses.

Mas o algo realmente importante aconteceu para todas as formas de desenho: A invenção do papel, criado pelos chineses há mais de três mil anos, feito com seda. Enquanto mantinham o papel em segredo, outros povos utilizavam diferentes tipos de materiais como blocos de barro ou argila, couro, tecidos, folhas de palmeira, pedras, ossos de baleia, papiro e até mesmo bambu.

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Os apetrechos utilizados para fazer o desenho também foram bem diferentes até que se inventasse a tão comum caneta em esferográfica, em 1938. Depois dos dedos, os babilônicos utilizavam pedaços de madeira ou osso para desenhar em tábuas de argila. Então, com a invenção do papiro, os egípcios molhavam a madeira e ossos em tinta vegetal.

Em seguida veio as famosas penas e o carvão que já era utilizado pelo homem das cavernas. As penas, no século XVIII, passaram a ser de metal e em 1884, Lewis E. Watterman descobriu a caneta tinteiro.

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E por aí foi se desenvolvendo outros tipos de materiais e técnicas de pintura até chegar nos dias atuais, que são inúmeras opções.

Se você tem vontade de aprender essas técnicas de colorir, é fácil! Basta conhecer o nosso curso de Especialização em Desenho de Moda e se aventurar nos materiais.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: Apostila de Desenho de Moda Sigbol Fashion, Manual de História da Moda Sigbol Fashion, 12, 3.

Lápis Grafite

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Já se perguntou porque existem graduações diferentes de grafites e porque em desenhos usamos as graduações B? Para quem não sabe, o grafite é dividido por graduações numéricas e letras, sendo letras B, H, F e HB representativas da dureza da mina (o grafite em si, na ordem, blackness – o mais escuro, hardness – o mais duro, fine – ponta mais fina de todas e HB meio termo entre o mais escuro e o mais duro – representa o lápis escolar) e numerais de 1 (onde a letra sozinha o representa) a 9 para as minas mais macias ou mais duras de todas (1 sempre a menor de cada, e 9 sempre o maior de cada). Normalmente as graduações mais duras são usadas para desenhos de precisão (possuem traços mais finos e mais claros), e os mais macios para desenhos artísticos (permitem traços mais escuros e grossos e sombreamento). Matou a curiosidade? Quer saber mais sobre sombreamento e uso do lápis na moda?

 

Foto 05O croqui totalmente feito em grafite de diversas graduações, com detalhes de sombreamento, é um dos mais utilizados ainda hoje, principalmente por quem não gosta de colorir suas criações. Estamos acostumados a ver croquis com esse tipo de acabamento em desenhos realistas, mas em desenhos estilizados o mesmo material também fica de arrasar! Fizemos uma mini aula pra você ver como ficam os desenhos infantis em:

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Por Haranin Julia Maria , professora do núcleo de criação – Sigbol Fashion

Referências: Apostila Desenho de Moda.